quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

"A história do mágico distraído" / "The story of the distracted magic"

 
        Um menino que gostava muito de conseguir falar com os seus brinquedos, pede a um feiticeiro para lhe fazer um feitiço, para que o seu desejo se concretize. Mas... algo corre mal e ele, para além de continuar a não conseguir falar com os bonecos, também não consegue falar com os adultos, pois diz palavras muito estranhas.

        Inicia-se assim, uma pequena aventura, quando o menino decide procurar o mágico para lhe pedir que ele corrija o erro cometido. Pelo caminho encontra uma menina com a qual faz amizade e vivem algumas aventuras.

       Para trabalhar esta história, propus aos meus alunos que se transformassem em ilustradores. Desta vez eles não leram a história pelos seus livros, apenas escutaram a leitura da mesma, imaginando como seriam as personagens. Depois de dividir a história em seis partes (a própria história já se encontra dividida no livro) e à medida que eu lia cada parte, fazia uma paragem de 10 minutos para que eles fizessem a ilustração do que tinham acabado de ouvir. A imaginação deles voou. Ficam aqui alguns dos seus trabalhos.
 


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A boy who loved to get speak with his toys, asks a magician to make him be able to talk with the toys. But ... something goes wrong and he, in addition to still unable to talk to the toys, also can not talk to adults because he starts to say some strange words.

It’s de beginning of a little adventure, when the boy decides to find the magic to ask him to correct the mistake. By the way he meets a girl with whom he became friend and live some adventures.

To work this story, I suggested to my students transform into illustrators. This time they did not read the story through their books, just listened the reading of it, imagining how the characters would be. After sharing the story into six parts (the story itself is already divided in the book) and as I read each part, made a stop for 10 minutes for them to do the illustration of what they had just heard. Their imagination flew. Here are some of their work.
Ana Arada

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

"A História da princesa e do garfo" / "The story of the princess and the fork"

        "Era uma vez, num reino distante...", assim começa a nossa história, a história da princesa que vivia no palácio com o rei, a rainha, os princípes seus irmãos, as aias, os tios e os primos. Lá todos comiam com as mãos e no final de cada refeição limpavam as mãos à roupa. Em seguida iam passear pelos jardins do castelo, onde eram constantemente incomodados pelas moscas, pois a sua roupa estava cheia de gordura. Farta de comer com as mãos e andar suja, a princesa decide inventar algo que evite sujar as mãos enquanto come.

        Para trabalhar esta história, digitalizei as imagens do livro e apresentei-as, juntamente com o título da história, no quadro (para quem não tem quadro interativo, terá que as imprimir e afixá-las) pela ordem que aparecem na história. Depois, pedi aos alunos que, baseados no título e observando as imagens, escrevessem um texto imaginando do que se trataria a história. 

        Mais uma vez, saíram histórias muito bonitas, das quais, selecionei quatro, sendo que uma delas, sem o aluno ter tido lido previamente a história, aproximou-se muito da história original.
        Depois de os alunos terem lido as suas histórias, lemos a história original que nos levantou uma questão e nos levou a pesquisar: "quem inventou o garfo?".
        As nossas histórias:

            Antigamente comia-se com as mãos. Lá no castelo havia um rei, uma rainha e uma princesa. Depois de comerem, a princesa teve uma ideia, foi pedir ao ferreiro se podia fazer uma coisa e meter três pontas afiadas e finas. Pediu-lhe para fazer cem e deu-lhes um garfo. Disse ao pai e o pai gostou e é por esse motivo que o garfo é conhecido. Por isso deram os garfos a toda a gente e que agora ninguém come com as mãos.
Miguel Costa

        Um dia umas pessoas jantaram e repararam que estavam a comer sem garfo. Um dia a princesa decidiu ir a um ferreiro e disse:
            - Tu sabes fazer garfos?
            - Sim!
            - Queres ajudar-me a fazer garfos?
            - Sim.
            E eles estiveram a fazer os garfos. De manhã festejaram e à tarde as moscas entraram na janela a dançar. À noite festejaram todos.
Lucas Fortuna

            Era uma vez uma princesa que se chamava Sara e um dia decidiu ir comer com o rei. Depois a princesa foi falar com o ferreiro sobre o reino e o ferreiro disse:
            - O reino é muito bonito, princesa. – E a princesa disse:
            - Imagino! – Depois, quando chegou à hora do jantar, a princesa estava a comer com um garfo e ouviu alguma coisa e viu que era o garfo que estava a falar. E o garfo disse:
            - Olá, como te chamas?
            - Olá, eu chamo-me Sara e tu?
            O garfo respondeu:
            - Eu não tenho nome, mas tu podes dar-me um nome. – A princesa respondeu:
            - Já sei, Quico. – depois a princesa disse – Ó rei, anda cá, acho que devíamos fazer uma festa para o garfo.
            E lá decidiram. No dia seguinte foi uma festa muito grande e quando chegou a hora de jantar, quiseram todos comer com o garfo e todos comeram e ficaram felizes para sempre.
Maria Inês Barros

            Era uma vez um rei e rainha que foram comer, mas estavam a comer sem garfo. E a princesa convidou o ferreiro para ir jantar. Era só ela quem comia com o garfo. Depois festejaram, porque era só ela que comia com o garfo. Depois, toda a gente, no final, começou a comer com o garfo. E depois ficaram todos muito felizes e deram um beijinho um ao outro e a mãe da princesa deu-lhe muitos beijinhos e ficaram felizes para sempre.
Miriam Barroca
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"Once upon a time, in a kingdom far away ...", so begins our story, the story of the princess who lived in the palace with the king, queen, the princes her brothers, the maids, uncles and cousins. There everyone ate with their hands and in the end of each meal they clean their hands to clothes. Then they would walk in the gardens of the castle, where they were constantly bothered by flies because their clothes were full of fat. Tired of eating with her hands and walking with dirty hands and clothes, the princess decides to invent something that avoids dirtying their hands while eating.

         To work this story, I scanned the images from the book and presented them along with the title of the story in the whiteboard (for those who do not have the interactive whiteboard, you have to print them and post it) in the order they appear in history. Then ask students, based on the title and looking at the pictures, to write a text imagining how it could be the story.

Again, beautiful stories appeared and I have selected four, one of which, without the student had previously read the story, approached very to the original story.

        Once students have read their stories, I read the original story that raised an issue and led us to investigate "who invented the fork?".


      Our stories:

           Previously everybody ate with their hands. There was a king in the castle, a queen and a princess. After eating, the princess had an idea, asked the blacksmith if he could do one thing and get three sharp edges and thin. She asked him to make one hundred and gave them a fork. She told to her father and her father liked and that is why the fork is known. So they give the forks to everyone and now no one eats with their hands.
Miguel Costa

One day some people had dinner and noticed that they were eating without a fork. One day the princess decided to go to a blacksmith and said:
- Do you know forks?
- Yes!
- Want to help me make forks?
- Yes.
And they have been doing the forks. In the morning they celebrate and in the evening the flies entered the window to dance. At night everyone celebrated.
Lucas Fortuna

Once upon a time there was a princess whose name was Sara and one day decided to go eat with the king. Then the princess went to the blacksmith and the blacksmith in the kingdom said:
- The kingdom is very pretty princess. - and the princess said:
- I can imagine that! - Then it came time for dinner, the princess was eating with a fork and heard something and saw it was the fork that was talking. And the fork said:
- Hello! What’s your name?
- Hello, my name is Sarah and your’s?
The fork replied:
- I have no name, but you can give me a name. - the princess replied:
- I know, Quico. – then the princess said - King, come here, I think we should have a party to the fork.
And decided to have the party. The next day was a big party and when it was time for dinner, everyone wanted to eat with the fork and all ate and were happy forever.
Maria Inês Barros

Once upon a time there was a king and queen who were eating, but they were eating without fork. And the princess asked the blacksmith to have dinner. It was only she who could eat with a fork. Once celebrated, because it was only her ate with a fork. Then everybody in the end, began to eat with a fork. And then they were all very happy and gave a kiss to each other and the mother of the princess gave her lots of kisses and were happy forever.
Miriam Barroca

Ana Arada

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

«A história do menino "não quero"» / «The history of the boy "do not want"»


        A primeira história a ser lida com os meus alunos, ao contrário do que se espera, foi a segunda, pois é precisamente aquela que dá o título à obra e tem uma lição muito interessante, que coloca as nossas crianças a pensar nas suas atitudes.

        A história fala de um menino que um dia de manhã decidiu que apartir desse dia só ia dizer "não quero" a toda a gente e da Fada Amarela que tenta encontrar uma solução para que ele se consiga comunicar com os meninos da sua idade, pois devido à sua decisão de utilizar um vocabulário limitado, tornou a comunicação com os outros um pouco difícil. A dada altura, ele fica muito chateado por não conseguir comunicar nem brincar pois as únicas palavras que pronuncia são: quero, não quero, pode ser, só um.

      Quando a história chegou a esta parte, interrompemos e fechamos os livros. Pedi, então, aos alunos que escrevessem o resto da história, imaginando como o menino resolveu o seu problema, para poder voltar a brincar e comunicar com toda a gente.

       Os resultados foram engraçados, como tal, selecionei dois textos que deixo aqui para lerem:
          
            Depois de vir chateado para casa, chegou a Fada Amarela e o menino disse à fada o que aconteceu e a fada disse:
            - Então tenta dizer da próxima vez: não quero, quero, pode ser, está bem, não, sim e tenta dizer também se faz favor aos meninos que estão sempre a brincar contigo todos os dias. Ah, e também tens que dizer o teu nome, para eles ficarem a saber qual é.
            No dia seguinte o menino maior disse:
            - Queres chocolate?
            Ele respondeu que não. Depois ele disse:
            - Queres brincar?
            - Pode ser! – depois chegou a casa todo contente e disse à fada obrigada e despediram-se.
Maria Inês Barros


           O menino estava farto, por isso foi dar um passeio. Ele estava zangado, mas quando ele virou à direita viu um menino. Só por isso, ele decidiu ir lá ajudá-lo e ver se estava bem. Ficaram amigos e o menino conseguiu dizer uma palavra, disse:
            - Queres ir brincar comigo? – e ele respondeu.
            - Sim.
            Brincaram a muitas coisas. Brincaram às caçadinhas e às escondidinhas e foram para casa. O menino adorou, só que quando chegou, teve uma surpresa, o menino vivia em frente. Ele viveu feliz para sempre e a mãe gostou.
Miguel Costa
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The first story that I read with my students, contrary to what we might expect, was the second, because it is precisely the one that gives the title to the work and has a very interesting lesson, that puts our children to think about their attitudes.
The story speak about a boy who, one morning, decided that starting that day would only say "do not want" to everyone and the Yellow Fairy trying to find a solution so he can communicate with the boys of his age, because due to their decision to use a limited vocabulary, has made communication with other boys a little difficult. At one point, he gets very upset because he could not communicate or play because the only words he uses are: I do not want, I want, can be, only one.
      When the story came to this part, we stopped and closed the books. I then asked students to write the rest of the story, wondering how the child solved his  problem, so he can return to play and communicate with everyone.
       The results were funny, so I selected two texts that I leave here to read:

After coming home upset, the Yellow Fairy came and the boy said what happened to the fairy and the fairy said:
- Try to say next time: I do not want, I want, it could be, no, yes and also try to say if you please to the boys who are always playing with you all day. Oh, and you also have to say your name, so they get to know what it is.
The next day the older child said:
- You want chocolate?
He said no. And then he said:
- Want to play?
- It could be! - Then he came home all happy and said thank you to the fairy and said goodbye.
Maria Inês Barros

The boy was bored, so he went for a walk. He was angry, but when he turned right he saw a boy. Just why, he decided to go help him and see if he was okay. They became friends and the boy managed to say a word, and said:
- Want to go play with me? - And he answered.
- Yes.
They played a lot of things. And played running after each other,  hiding from each other and went home. The boy loved it, but when he arrived home, he had a surprise, the boy lived next door. He lived happily ever after and his mother liked.
Miguel Costa
Ana Arada

sábado, 29 de janeiro de 2011

«Histórias para meninos "não quero"» / «Histories for boys “do not want”»


        Durante o mês de janeiro, trabalhei com os meus alunos a obra Histórias para meninos não quero, de Vanda Gonçalves, proposta pelo Plano Nacional de Leitura (PNL). Este livro contém três histórias: A história da princesa e do garfo, A história do menino "não quero" e A história do mágico distraído. Estas três histórias são muito engraçadas e os meus alunos adoraram lê-las, e quando eles gostam, e pedem aos pais para comprar os livros, é um ótimo sinal, é sinal que o livro recomenda-se e vale a pena.

       Feliz com os resultados deste trabalho, as próximas três publicações serão relativas a estas três histórias e como foram trabalhadas com os alunos, ficando assim uma sugestão para trabalhar esta obra.

        São imensas as obras propostas para o PNL, no entanto, na minha opinião, nem todas se adaptam aos anos propostos, ou então nada têm a ver com o conceito de incentivar e desenvolver a leitura extensiva (exemplo: Enciclopédia do Charlie Brown - pois trata-se de um livro de consulta, Histórias de Natal - livro de atividades - não passa de um livro de passatempos).

       Esta obra, eu recomendo, foi muito bem escolhida pelo PNL. Agradeço outras sugestões de obras que tenham a sua qualidade pare serem trabalhadas na sala de aula com os nossos alunos e que desenvolvam neles o gosto pela leitura.
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       During the month of January, I worked with my students the book Histórias para meninos “não quero” (in English: Histories for boys “do not want”), by Vanda Gonçalves a Portuguese writer, proposed by the National Reading Plan (NRP). This book contains three stories: A história da princesa e do garfo (in English: The story of the princess and the fork), A história do menino não quero (in English: The story of the boy "I do not want ") and A história do feiticeiro distraído (in English: The history of the distracted magic ). These three stories are very funny and my students loved reading them, and when they like, and ask their parents to buy books, is a good sign, a sign that the book is recommended and worth.

       Happy with the results of this work, the next three publications will be about these three stories and how they were worked with my students, thereby I leave here a suggestion to work this book in classroom.

        There are numerous books proposed by the NRP, however, in my opinion, not all adapt to the proposed grade, or have nothing to do with the concept of encouraging and developing extensive reading (eg Encyclopedia of Charlie Brown - because it is a reference book, Christmas stories - activity book - is nothing but a book with funny activities).

       This work, I recommend, was well chosen by the NRP. I appreciate other suggestions of other works that have quality to be worked in the classroom with our students and to develop in them a love for reading.

Ana Arada

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sites didáticos / Educational sites

       Existem muitos sites didáticos hoje em dia, que nos ajudam a preparar melhor as nossas aulas tornando-as cada vez mais agradáveis. Fica aqui uma pequena lista de alguns que encontrei recentemente enquanto preparava as minhas aulas.
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       There are many educational sites today that help us better prepare our classes making them more enjoyable. Here's a short list of some I found recently while preparing for my classes.












Ana Arada

sábado, 8 de janeiro de 2011

Coolmath-Games - Jogos matemáticos

       Coolmath-Games é um site que tem imensos jogos relacionados com a Matemática. Jogos de raciocínio, estratégia, lógica, entre muitos outros. Alguns desses jogos são conhecidos por nós como o Mahjong, por exemplo.

        No ano lectivo de 2008 / 2009 encontrava-me a leccionar com um grupo do 4º ano de escolaridade. Propus que eles jogassem estes jogos, que até parecem difíceis, mas depois de começarem a jogar, até pareceu e só melhorou o seu raciocínio. Os alunos gostaram muito de jogar e, contrariamente ao que eu pensava, o facto de o site ser em inglês não constituiu grande obstáculo, pois a maioria dos jogos não precisa de instruções para jogar. Estes jogos necessitam apenas do nosso raciocínio, da nossa lógica, da nossa rapidez no cálculo, enfim, que façamos uso das nossas capacidades.

       Para começarem a jogar é só escolher o jogo e a seguir clicar em "play", palavra que estão perfeitamente habituados quando jogam nas suas playstations. A diferença está na parte pedagógica, que, contrariamente aos jogos violentos que são jogados nas playstations, os jogos de Coolmath-Games só desenvolvem as nossas capacidades, sim, nossas, pois estes jogos também são para adultos, não só para crianças. Crianças a partir dos 8 anos, já conseguem jogar a maioria destes jogos e não há limite máximo para usufruir deste divertimento pedagógico. Para começar é só clicar no link abaixo.

        http://www.coolmath-games.com/
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       Coolmath-Games is a site that has lots of games related to math. Puzzle games, strategy, logic, among many others. Some of these games are known to us, for example Mahjong.
       In the academic year 2008 / 2009 I was teaching with a group in the 4th grade from Primary School. I suggested that they played these games, which seem very difficult, but after starting to play only improve their reasoning. The students really liked to play and, contrary to what I thought, that the site being in English was not a major obstacle, since most games do not need instructions to play. These games require only our reasoning, our logic, our speed in the calculation; we only have to make use of our capabilities.
      To start playing just choose the game and then click "play", which is perfectly familiar word, because children use often when they play on their play stations. The difference is that these games are educational unlike the violent games that are played on the PSP. The games from Coolmath-Games only develop our skills, yes, our, because these games are also for adults, not just for kids. Children from 8 years old can already play most of these games and there is no age limits to enjoy this fun educational games. To get started just click the link below.
       http://www.coolmath-games.com/

Ana Arada

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

"História alegre de Portugal"

        Ainda continuando com a história de Portugal, cá vai mais um achado para que os nossos alunos aprendam esta matéria de forma interessante e cativante. Muitas pessoas já se cruzaram com estes livros: História alegre de Portugal volumes I e II de Manuel Pinheiro Chagas, ilustradas por Artur Correia.

        Artur Coreia, pegou na obra de Manuel Chagas, do século XIX, e adaptou-a aos nossos dias, aproveitando a narrativa, fazendo uma ilustração fantástica em que "ironia e candura se aliam de forma perfeita" (em História alegre de Portugal).

        Estes livros apresentam todas as passagens da nossa história em banda desenhada, com umas imagens muito cativantes, muito humor e ironia à mistura.

        O livro começa com o Sr. João, mestre-escola, que junta amigos e família em sua casa para escutar algumas das suas histórias. Nesse dia, cansado de contar "histórias da Carochinha", decide contar a história do nosso país, Portugal. Depois é só continuar a folhear os dois livros, ler e animar-se com as imagens de Artur Correia, muito bem conseguidas.

        Até para nós, adultos, é divertido conseguindo fazer-nos soltar umas boas gargalhadas. Agora, novamente editados e num tamanho mais pequeno, o livro tornou-se mais simples de transportar e ler.
Ana Arada

História de Portugal - livros digitais

       O Instituto Camões disponibiliza agora, em formato digital a colecção de histórias, lançadas pelo Jornal Expresso, sobre os nossos reis. Cada livro fala de um rei diferente da nossa história: D. Afonso Henriques, D. Dinis, D. Pedro, D. João I, D. João II, D. Manuel I, D. Sebastião, D. João IV, D. José, D.Pedro IV, D. Maria II e D. Carlos I.


       Não se pode falar dos nossos reis, sem falar de um momento muito importante e marcante da história de Portugal, os Descobrimentos. Este capítulo da nossa história também se encontra disponível pelo Instituto Camões em formato digital.


       Tal como os livros, que eram acompanhados por um cd que narrava a história e continha canções, os livros digitais também são acompanhados com narrativa audio e as mesmas canções sobre cada rei, cada momento da história dos Descobrimentos. Para finalizar, temos algumas questões para responder sobre as histórias lidas e ouvidas, de forma a consolidar os  conhecimentos.

       É uma forma lúdica de aprender a nossa história, que para alguns alunos, devido à sua complexidade, acham difícil, e como eles dizem, "uma seca".

Ana Arada

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Torey Hayden - um exemplo a seguir / Torey Hayden - an example to follow

      "Nasceu em 1951, em Livingstone, Montana, nos Estados Unidos da América. Apesar de ter uma formação académica diversificada, dedicou grande parte da sua vida ao Ensino Especial e à escrita. Os seus livros inspirados nas crianças e adultos que conheceu no decurso da sua actividade profissional são bestsellers traduzidos para cerca de 30 línguas."

Retirado de: A Força dos Afectos de Torey Hayden, Editorial Presença

      Cá está um exemplo para qualquer um de nós que se encontra no ensino, principalmente a trabalhar com crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE). Esta professora dedicou a sua carreira a estas crianças com problemas graves comportamentais, deficiências, distúrbios, e tudo mais que poderia prejudicar uma criança, impedindo-a de desenvolver uma aprendizagem normal.

       Traduzidas para Português temos as seguintes obras:

      Foi com Sheila (nome fictício) que Torey iniciou a sua obra como escritora, com estes dois livros que nos prendem logo a atenção e o nosso coração: A criança que não queria falar e a Menina que nunca chorava. Ambos falam da sua experiência com Sheila, e o seu grupo de alunos de Ensino Especial, como conseguiu ultrapassar as dificuldades e ajudar estas crianças que para além dos seus problemas visíveis, ocultam histórias marcantes por trás, nomeadamente Sheila que comove quem lê a sua história.



 


       Ainda não tive a oportunidade de ler todos, faltam-me apenas ler três livros, mas, os que já li, ajudaram a tirar algumas ideias que apliquei, e continuo a aplicar, com os meus alunos e que tiveram o seu sucesso, claro que algumas tiveram que ser adaptadas à realidade do grupo que tinha no momento.

      Quando lerem os livros da Torey, com toda a certeza vão relacionar algumas das experiencias que ela relata, com a vossa experiência profissional, com um momento na vossa carreira, com um aluno que vos marcou, com um Encarregado de Educação, enfim, leiam...

      Estes livros não são livros técnicos sobre crianças com NEE, mas, na minha opinião, dão uma ajuda maior, do que esses livros, muitas vezes escritos por alguém que não conhece a realidade de sala de aula. Torey não diz como se faz ou se deve fazer, ela é uma colega que apenas relata as suas experiências, umas que correram bem, outras nem por isso. Mas escreve com o coração e não com certezas, sem emitir juízos e inventar leis e pedagogias, apenas partilha a sua experiência e sentimentos.

      Colegas, e mesmo quem não se encontra ligado ao ensino, leiam e apaixonem-se por esta escritora, nossa colega que escreve com o coração.
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        "Born in 1951 in Livingstone, Montana, United States of America. Despite having a diverse academic background, has devoted much of her life to special education and writing. Her books were inspired by children and adults who met during the work are bestsellers translated into almost  30 languages. "

Retrieved from: A força dos Afectos of Torey Hayden, Editorial Presença

      Here is an example for any of us that lies in education, especially working with children with Special Educational Needs (SEN). This teacher has devoted her career to those children with severe behavioral problems, disabilities, disorders, and everything else that could hurt a child, preventing it from developing a normal learning.

        It was with Sheila (not her real name) that Torey began her work as a writer, with these two books that tie us immediate attention and our hearts: One child  and The tiger’s child. Both speak of her experience with Sheila, and her group of students needing special education, how did her overcome difficulties and help these children that, beyond their obvious problems, hiding behind remarkable stories, including Sheila that touches those who read her story.

        I have not had a chance to read all miss me just read three books, that are translated to Portuguese language, but those who have read, helped pull some ideas that I applied, and continue to apply with my students and had its success, of course some had to be adapted to the reality of that group had at this time.

      When reading the books of Torey, surely will list some of the experiences she recounts, with your professional experience, a moment in your career, with a student that marked you with a parent… just read it.

      These books are not textbooks on children with SEN, but in my opinion, give more aid, than these books, often written by someone who don’t really  know the reality of the classroom. Torey don’t say how to do or we should do, she is a colleague who just tells her experience, some that went well, others less so. But writes with her  heart and not with certainty, without making judgments and devise laws and pedagogies, only shares her experience and feelings.

      Colleagues, and even those are not connected to education, just read and fall in love with this writer, our colleague who writes with her heart.

Ana Arada